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Peugeot Total no segundo lugar de um Rali incrível PDF Versão para impressão
A passagem do Intercontinental Rally Challenge (IRC) pela "Pérola do Atlântico", para a 50ª edição do Rali Vinho da Madeira, levou até à região madeirense uma prova incrível, onde a dupla da Peugeot Total, Bruno Magalhães e Carlos Magalhães, protagonizou um dos finais mais emocionantes do IRC. Dando tudo por tudo pela vitória, numa enorme prova do seu valor, os campeões nacionais classificaram-se no segundo lugar do pódio, a escassos 3,5 segundos dos vencedores, os italianos Giandomenico Basso e Mitia Dotta.

Ao longo dos dois dias de prova, os campeões nacionais foram sempre os únicos rivais da equipa italiana e a melhor esperança de uma vitória portuguesa na prova. Desde muito cedo, contudo, o experiente piloto italiano e profundo conhecedor do rali madeirense mostrou ser o candidato mais forte à vitória - Basso já vencera esta prova por duas ocasiões, em 2006 e 2007.
Por seu lado, sem qualquer infortúnio que desta vez lhe prejudicasse o rali, o piloto da Peugeot Total superiorizou-se a toda a restante "armada" de concorrentes estrangeiros e nacionais e coube-lhe defender as "honras da casa" e dar a maior réplica às intenções do italiano.



No último dia do rali, o inúmero público que se deslocou aos troços viu Bruno Magalhães entrar ao ataque, na esperança de reduzir os 16 s. que no dia anterior trazia de desvantagem para Giandomenico Basso. O piloto português lutou "taco a taco" com o comandante do rali em todas as classificativas da parte da manhã, vendo-se as duas máquinas fazerem o mesmo tempo, como aconteceu na PEC 15, ou ficarem separadas por poucas décimas de segundo (PEC 14 e 17).

Entretanto, Bruno Magalhães fortalecia o segundo posto e dilatava a diferença para Alexandre Camacho (Peugeot 207 Super 2000), o melhor piloto madeirense, que terminou a ronda da manhã com um atraso de 26 s. para o segundo lugar.

Com a expectativa a manter-se para a ronda da tarde, um pião de Basso logo na primeira classificativa fê-lo perder 8,5 s. para o português e relançou o rali. A faltarem três troços para o final e a 8,9 s. do primeiro lugar, Bruno Magalhães atacou a fundo, numa luta impressionante pelo primeiro lugar e venceu as três PEC's seguintes... mas não seria neste dia que o campeão nacional finalmente venceria um rali do IRC. Apesar de ter sido o piloto mais rápido na etapa do último dia e da excelente recuperação, Bruno Magalhães terminou o rali no segundo lugar do pódio, a 3,5 s. do vencedor.

Bruno Magalhães: "Foi um rali absolutamente incrível e com o final mais emocionante da minha carreira. Arrisquei tudo o que podia e não podia, mas infelizmente ficámos a 3,5 s. do primeiro. À entrada para o último troço dei o meu melhor e esqueci por completo as contas do Campeonato Português porque só queria vencer este rali."

Carlos Barros: "Finalmente quebrámos o enguiço nas provas do IRC! Os pilotos, a equipa e o 207 estiveram sempre impecáveis, o que nos permitiu fazer uma prova excelente. É sempre pena ficar a poucos segundos da vitória, que era o que queríamos, mas o que nos deixa satisfeitos é que fomos mais rápidos do que praticamente toda a gente, incluindo os restantes Peugeot. A equipa está de parabéns e o Bruno mostrou mais uma vez ser um piloto de topo, capaz de lutar com os melhores pilotos internacionais."


Classificação final do Rali Vinho da Madeira:

1. Giandomenico Basso/M.Dotta - Fiat Punto S2000 - 3h09m55,4s
2. Bruno Magalhães/Carlos Magalhães - Peugeot 207 S2000 +3,5s
3. Alexandre Camacho/Pedro Calado - Peugeot 207 S2000 +40,7s
4. Nicolas Vouilloz/Nicolas Klinger - Peugeot 207 S2000 +49,4s
5. Kris Meeke/Paul Nagle - Peugeot 207 S2000 +1m21,9s
6. Freddy Loix/Frederic Miclotte - Peugeot 207 S2000 +1m28,4s
7. Miguel Nunes/Vítor Calado - Peugeot 207 S2000 +4m57,9s
 

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