Gentilmente cedido por Peugeot Portugal





 

 

Os veículos Peugeot não possuíram sempre designações constituídas por um número de três algarismos com um zero no meio. Até 1930 os veículos eram baptizados com base numa numeração aritmética sequencial em função dos projectos desenvolvidos. A origem remonta ao Tipo 1, o primeiro automóvel Peugeot construído em 1889 por Armand Peugeot em colaboração com Léon Serpollet. Mas alguns modelos durante a década de vinte eram mais conhecidos em função da sua potência para efeitos fiscais. Falava-se então do Peugeot 5 CV ou do Peugeot 10 CV.

Foi o 201 que inaugurou o novo sistema, um procedimento original e que distingue qualquer Peugeot em todo o mundo. Mas o sistema pode parecer um mistério para os não iniciados. Como é então formado o número?


O primeiro algarismo indica a “família” do veículo, a sua dimensão na gama, o segundo, sistematicamente um zero, é a ligação que une o algarismo que indica a pertença a uma família e o terceiro algarismo indica a geração do modelo de acordo com o seu surgimento no tempo. Por vezes podem ocorrer sobreposições, quando um ou mais modelos se enquadram em dois períodos.

Para além disso, todos os modelos Peugeot obedecem à lei das séries, começando pelos automóveis lançados depois do 201, no início da década de trinta: 301, 401 e 601. No entanto, alguns veículos utilitários não ficaram vinculados por esta regra, como é o caso do D3A ou do J7. Actualmente eles ostentam nomes como Expert ou Boxer.


Este sistema foi patenteado pela Peugeot, facto que a Porsche virá a aprender à sua custa. O novo modelo da empresa de Estugarda que sucedeu ao 356, foi apresentado em 1963 sob a denominação 901. A Peugeot informou então a Porsche da exclusividade que a marca do leão possuía sobre as designações com três algarismos com o zero intermédio. O novo modelo é então forçado a receber uma nova designação. É desta forma que o 901 se torna o 911.

A mais fecunda das gerações Peugeot será durante muito tempo a 4, com seis modelos de referência (do 104 ao 604), seguida dos 5 (205 a 605) e 6 (106 a 806), com cinco números. Um automóvel surge isolado neste contexto, o 309. Tendo em conta a sua origem particular – fazia parte da herança Simca-Chrysler – este automóvel era um pouco diferente dos restantes e isso deu origem a uma numeração diferente da gama então existente.


Com o enriquecimento e o alargamento da oferta que caracterizam os nossos dias o record dos “4” foi batido pela geração dos “7”, que conta com oito famílias. Para identificar claramente os modelos mais originais, em 2004 foi decidido inserir um duplo zero nestes modelos: Isso passou a ser feito a partir do lançamento do 1007, um monovolume compacto com portas laterais deslizantes, e depois com o 4007, o primeiro SUV compacto da Peugeot.


A geração dos “8” surge em 2007, com o 908, que compete nas provas de resistência e o 308, lançado em Setembro.

 

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