História da Peugeot PDF 
1810...

Os Peugeot constituem uma família importante, cujas as gerações parecem de todo marcadas pelo mesmo instinto especial para o negócio e empreendimento.

 


Família Peugeot

 

A sua história começa no século XVIII, com Jean Pequignot Peugeot, quem construiu moinhos.
Em 1810, os irmãos Jean-Pierre e Jean Frederic Peugeot transformaram o moinho herdado de seus moleiros antepassados numa fundição de aço - o aço laminado passou a ser o fio condutor das actividades Peugeot.

 

Progressivamente, foram evoluindo para moinhos de café e de pimenta (1855), navalhas para cabeleireiros, crinolinas e máquinas de costura (em 1897), assadores, relógios, máquinas de tosquiar, serras, bicicletas, triciclos, gramofones(...) todos disponíveis por catálogo.

Em 1815, os irmãos uniram forças com Jackes Maillard-Salins e viram nascer a fábrica em Sous-Cratet, na região de Montbéliard. O negócio foi um sucesso, e os Peugeot rapidamente estabeleceram uma relação internacional.

Fábrica em Sous Cratet

 


1858

 

Foi dada, ao ourives Justin Blazer da vila de Montbéliards, a tarefa de idealizar e desenhar um símbolo e uma imagem gráfica para a marca, para os artigos de aço fabricados nas fábricas.
Entre várias propostas, surgia um enigmático leão andando orgulhosamente ao longo de uma flecha. O leão simbolizava a qualidade e a resistência dos seus dentes representava a flexibilidade das lâminas e a rapidez do corte – principais características do animal.

 

A marca foi registrada no Conservatório Imperial das Artes e Negócio (Conservatoire impériale des Arts et Métiers) e apareceu pela primeira vez nos moinhos de pimenta e nos de café.

 


1881

O neto dos fundadores, Armand, iniciou a produção de bicicletas e motocicletas Peugeot na cidade de Beaulieu - Doubs, na França.

 


1882

Armand construiu a primeira “grande” bicicleta Peugeot, a "Grand Bi". Começava a estudar motores a vapor.

 


1888

Criação de um cartaz, no qual se podia ver um dos irmãos Peugeot mostrando os seus modelos a um pequeno comité de famílias burguesas, como se ostentando seus cavalos: "Estes são os meus estábulos!"

 

Armand fica entretanto fascinado com os primeiros carros a vapor. Através do seu amigo Émile Levassor conheceu Gottlieb Daimler.
É Armand Peugeot quem empurra a marca em direcção aos veículos a motor. Antecipa o tremendo potencial desta nova invenção e tenta desenvolver laços com indivíduos que apreciavam a importância desta invenção.

 

 


1889

Com vista ao tremendo êxito das bicicletas Peugeot, foi aberta uma loja em Paris, no número 22, e em seguida na Avenida 32, Grande Armée. O enorme leão, a marca, segurava a sua pata poderosa sobre a bicicleta.

De facto, a companhia Peugeot não dominou o mercado mundial de bicicleta. André Peugeot, irritado com a competição Britânica, fez uma declaração de imprensa dizendo que estava orgulhoso de apresentar uma marca Francesa, na esperança de estimular sentimentos patrióticos em potenciais compradores, quem compraria francês... portanto Peugeot.

Durante a corrida de Paris-Nantes, 1,025 Km, os primeiros cinco vencedores estavam em bicicletas Peugeot: "Sucesso nunca Visto!" Um poster de Albert de Guillaume imortalizou esta façanha, mostrando uma multidão de cavalheiros agrupados ao redor de um cartaz anunciando o último triunfo Peugeot.

 

Considerado também um ano histórico com a apresentação do primeiro “carro” Peugeot. O veículo foi construído por Armand em colaboração com o especialista famoso em veículos a vapor, Léon Serpollet. Chamado o “Serpollet-Peugeot”, um triciclo a vapor.
Foi apresentado na Feira Universal (Universal Exhibition) e desde então considerado o primeiro veículo, um a que se pode chamar um automóvel. Nesta altura, as fábricas Peugeot empregaram um total de 1100 pessoas.

 

 

Pouco depois, Armand encomendou um quadriciclo ao famoso projectista alemão Maybach, equipado com um motor construído por Panhard et Levassor, que podia alcançar os 24 Km por hora, que produziu com o seu amigo Emile Levassor.
A produção de bicicletas e motocicletas continuava e, graças às soluções mecânicas nelas aplicadas, o quadriciclo foi aperfeiçoado. Possuía um motor V2, tinha 2 cv de potência e chegava a 1.000 rpm.

 

 


1890

Rapidamente Armand abandonou os veículos a vapor para passar aos de combustível e produziu na fábrica de Valentigney o primeiro veículo de 4 rodas, o “Type 2”, com um motor de Daimler.

 


1891

 

Uma nova empresa foi estabelecida, fabricando diversos artigos industriais e bicicletas: “Sons of Peugeot Brothers” (Filhos dos Irmãos Peugeot).
O sucesso da marca logo veio através do destaque obtido em competições, com o quadriciclo, “Type 3”, que participou da prova Paris-Brest-Paris, guiado por Messrs. Foram percorridos 2.045 Km em 139 horas, a uma média de 14 km/h. Com este feito eram lançados comercialmente os veículos Peugeot equipados com motor Daimler.

 

 


1892

Criação de um cartaz de E. Charles Lucas que, mostrava a bicicleta Peugeot como um veículo unisexo: uma jovem andando de bicicleta.


Depois das bicicletas de "lazer", a Peugeot lançou os seus "Velocípedes", ou bicicletas de atletismo - melhores performances em corridas de bicicleta.


As bicicletas foram vistas como um meio rápido de transporte... e portanto de transmitir mensagens. Ernest Vuillemin desenhou um cartaz em que um oficial numa bicicleta passa uma mensagem a um militar a cavalo.


Outras imagens ilustraram como as mensagens foram transmitidas no exército usando este meio rápido de transporte.

A Peugeot produz 29 carros e é a primeira companhia a colocar pneumáticos de borracha num carro de quatro rodas a gasolina. O “Type 4” é um modelo único. Tinha um motor fornecido pela Daimler, V2 de 1.018 cm3, que levava o carrinho aos 25 km/h.




1894

Foi realizada em França, a primeira corrida entre Paris e Rouen, organizada pelo jornal parisiense "Le Petit Journal". Inscreveram-se 102 carros, mas somente 26 ficaram prontos a tempo e destes, sete não passaram nos testes eliminatórios. Um detalhe curioso é que o regulamento dizia que os pilotos não poderiam ultrapassar os 12,5 Km/h. O vencedor foi um quadricíclo Peugeot, dirigido pelo piloto Lemaitre.

Armand trás à luz, praticamente em simultâneo, o “Type 6”, “Type 7”, “Type 8”, “Type 9” e “Type 10”.

 


1896

ARMAND PEUGEOT fundou a própria companhia, a Sociedade Anónima dos Automóveis Peugeot (Société Anonyme des Automobiles Peugeot) e deixa assim as industriais tradicionais para a restante família. Instaurou a sua oficina em Audincourt, perto de Valentigney.



O seu endereço “de negócio” era em Paris, no 83 boulevard Gouvion-Saint-Cyr, e uma firma subsidiária em Marseilles.

Mais um cartaz, desta vez criado por Burgill, anunciou a abertura oficial da empresa de um modo inesperado: um casal bem agasalhado em grandes casacos, sentados no seu Peugeot, deixando para atrás uma rasto de fumaça que explicita o nome da empresa.



Um outro cartaz mostrou o automóvel mais como um veículo luxuoso para confortáveis passeios de Domingo do que como um meio de transporte.

 


1897

André Peugeot investiu os seus primeiros lucros na construção de uma segunda oficina no Norte de França, perto de Lille, no Fives. Uma rede de distribuição foi criada por toda a França: Lyon, Marseilles, Nancy e Lille.
De agora em diante, Armand fabricará o próprio motor - modelo horizontal de 2 cilindros, que colocou no fundo do carro dando assim ao veículo uma forma original, até aqui despercebida, de todo diferente dos "hippomobiles" (até aqui, os “corpos” dos carros, sugeriam na sua forma, algo da carruagem de cavalos). O corpo do carro começava agora a ter as suas próprias características.
Desta data em diante, ficaram também disponíveis nos carros Peugeot, pneumáticos opcionais de Michelin, em vez dos velhos e sólidos pneumáticos.

 


1898

O catálogo continua a crescer, com os Type 21 ao 25, suplementando os modelos anteriores de 14 a 20. Em julho, a Peugeot participa na Primeira Exposição de Veículos a Motor de Paris.

 


1899

A Peugeot Brothers produziu uma motocicleta, assim não fica para trás nos vários meios de transporte motorizados.
O catálogo Peugeot tem agora quinze modelos, que variam de 2 a 12 lugares e de 720 a 1250 Kg. O modelo mais popular é o Type Phaeton.

 


1900

O Peugeot Type 28 Phaeton chegou aos 35 k/p/h.

A Peugeot alcança a produção de 500 carros por ano, mas também produz 20,000 bicicletas.

 


1901

Na Exposição Automóvel, os irmãos Peugeot exibiram a sua colecção de bicicletas muito perto dos automóveis de Armand Peugeot.

Surgiu o Type 36, disponível como uma aranha de 3 lugares conversível ou uma parte de trás de 4 lugares e tem um novo e único cilindro e motor vertical. É o primeiro Peugeot a ter um capo na frente e, no lugar do manípulo de direcção, tem um volante (com uma caixa de direcção inclinada). Também marca o “movimento” para sistemas de transmissão livre ou sem cadeias. Aparecimento da primeira motocicleta Peugeot 1.5 h.p..

 


1902

A Peugeot passou agora da fase de protótipo para o lançamento de nova série: o Double Phaeton, construído em Lille, equipado com um motor de 4 cilindros (chamado um "square" (quadrado) ou "supersquare" motor, posto sobre um "voiturette" ou carro pequeno.)

 


1905

Dois stands Peugeot, cada um sob a própria bandeira, ambos apresentando automóveis. Os sobrinhos de André Peugeot propuseram o "Lyon".

Lançamento em grande série do “Bebe Peugeot”.

 


1907

Armand Peugeot abriu um salão para exposição, na Avenida Champs Elysées, 30.

 


1910

As duas companhias Peugeot fundiram, e a Peugeot trouxe à luz o Torpedo Type 127, que chegou até os 70 km/h.

 


1912

Em Doubs, ou mais exactamente em Sochaux, a Peugeot inaugurou uma nova fábrica com uma maior capacidade de produção. O modelo L76 foi desenhado especialmente para as corridas.
Em Dieppe, Georges Boillot ganhou o Grandioso Prix para automóveis franceses, com uma velocidade média de 110 km/h.

O "Bebe", novo modelo Peugeot de 6 CV foi baptizado, criando sensação na Exposição Automóvel nesse ano. O seu capo, pára-brisas e capacidade de velocidade de 45 km/h foram desenhados por um italiano de Milão, cujo nome se tornou mundialmente famoso: Ettore Bugatti.

 


1913

Com o Peugeot L76, Jules Goux ganhou o Indianapolis 500. Esta vitória histórica é o nascer de uma lenda, o motor famoso Offenhauser de 4 cilindros, derivado do motor gémeo camshaft de 4 cilindros, assentado com 4 válvulas por cilindro mesmo à medida dos Peugeots vencedores. Esta corrida irá durar mais de 60 anos!
O mesmo Jules Goux quebrou o recorde mundial em Brooklands, em velocidade, alcançando
os 170 km/h, graças a um “reforçado” L76 de apelido Torpille.
Em julho, Boillot ganha o Amiens Grand Prix num Peugeot L56.
A Peugeot produz 9338 unidades, representando 50% da produção francesa e 20% do mercado francês.

 


1914-1918

A fábrica de Lille foi ocupada, e as outras foram mobilizadas para “Esforço” da guerra: bicicletas, carros, camiões, motores, tanques, motores de aeroplano, bombas e barcos foram fabricados nesta altura em grandes quantidades.

 


1920

O "Quadrilette" foi produzido, um novo modelo desenhado no final da guerra.

A cobertura das Revisões Peugeot ostentou várias viagens e possibilidades de lazer disponíveis através do automóvel.

 


1921

A produção do Quadrilette e o Type 153 começa em Beaulieu.

 


1922

Charles Lemmel surgiu com uma pintura com as características visuais da marca: numa experiência pintou com as cores da França: chaminés da fábrica ao fundo e o enorme leão pisando a flecha Peugeot e segurando o carro nos dentes.


 


1923

Travões nas quatro rodas, estão agora disponíveis em todos os carros Peugeot, como padrão ou como opção. Pela primeira vez a Peugeot produz mais de 10,000 veículos num único ano.

 


1927

Como a secção de bicicletas da firma estava agora operando numa base autónoma e, a sua publicidade e campanha era tão diferente da que promovia o automóvel, as duas companhias separaram-se novamente, e a Empresa de bicicletas Peugeot foi fundada.

 


1928

Jean-Pierre Peugeot inventou patrocínio tornando-se o presidente do clube de futebol que acabava de iniciar: o FC de Sochaux. Esta equipa, conhecida como "Buttercups" por causa das suas camisetas amarelas, chegou corajosamente até às "Equipas Federais” impostas por Vichy.

Começa a produção uniformizada, concentrada em Sochaux-Montbéliard, por instigação de Jean-Pierre Peugeot. Surge o primeiro Peugeot com motor a diesel. A fábrica em Lille, irá de futuro, concentrar-se em motores a diesel (CLM, Compagnie Lilloise de Moteurs).

 


1929

 

Os 201 iniciaram o sistema do uso de nomes de modelo contendo sempre um zero central. A Peugeot inventa o tejadilho que se pode dobrar - descapotável.
O carro que rapidamente se tornou conhecido simplesmente como o 201, faz a sua aparição em Outubro, na Exposição de Paris sob o nome de 6 hp Type 201.

 

É o primeiro carro a ter 0 no meio do seu nome – uma política ainda hoje seguida. A Peugeot regista uma marca baseada em 3 algarismos sempre com um 0 central.

 


1930

A produção de bicicletas, em Beaulieu, alcança um pico de 162,000 unidades.

 


1931

 

Segundo a Exposição Automóvel, o 201 é o primeiro carro no mundo com movimento de rotação independente na frente, como padrão. Esta característica conjugada com a sua economia no combustível assegurava que ia ser um sucesso, permitindo à Peugeot sobreviver a crise económica facilmente.
Lançamento dos 301 e o modelo 201 triunfou no Rally de Monte-Carlo. Isto prova ser o ano mais difícil para a Peugeot. Como todos os outros carmakers, foi afectada pela crise financeira. A produção derruba de 43.000 unidades em 1930 para 33,000 em 1931, descendo ainda para 28,000 em 1932. Entretanto, os números voltam a subir para 36.000 unidades em 1933.

 

 


1933

Na Exposição Automóvel de Paris, lançamento de uma forma aerodinâmica para a plena gama Peugeot. Caracteriza faróis em forma de concha, uma grelha de radiador levemente inclinada e baixo guarda-lamas. Os aerodinâmicos 301 aparecem ao mesmo tempo, caracterizando uma traseira com um perfil parecido à cauda de um vestido. O lançamento do primeiro Peugeot com ferramentas eléctricas.

 


1934

 

A Peugeot lançou os seus primeiros carros aerodinâmicos, como o 601 de seis cilindros.
Surgiu o primeiro carro com a característica descapotável. O carro era o 401 e o nome do modelo Eclipse. O primeiro destes mundial, criado com a colaboração do desenhista Paulin, o concessionário Darl'Mat e a firma de construção Pourtout, resultam na produção uniformizada pela Peugeot de um dos carros mais originais em produção mundial.

 

 

Esta ideia foi colhida pela Ford nos anos cinquenta e pela Mercedes-Benz nos noventa e então reinventada pela Peugeot para servir os gostos modernos em 1998 com o 20 Coeur, mostrado na Exposição de Genebra em 1999. Em Outubro, lançamento dos 401 na Exposição de Paris e a adopção do “ traseira de castor”, tipo de corpo mais prolongado.
O 515, motocicleta com 500 cc, bate três recordes mundiais.

 

 


1935

Os anúncios de Imprensa apresentaram o 601 baseado num retoque fotográfico de Draeger, que imaginou uma atraente mulher acariciando um Peugeot.. "Eu Amo o meu Peugeot".

Outro cartaz com uma fotografia por Neubert, também com uma atraente mulher ao volante: "O Peugeot 601 só se pode comparar com carros que custam duas vezes mais. .."

 

Apresentação do 402 na Exposição de Paris.
Isto marca uma reviravolta na história da marca Peugeot, que está adiante de todos os seus competidores na introdução de um corpo aerodinâmico como padrão.

 

Esta é a famosa série foguete " Sochaux", que tem como características linhas fluidas e uma grelha escutiforme para proteger os faróis. Além do mais, uma versão semi-automática do 402 é, também, mostrada no stand, e uma das principais características é caixa de velocidades Cotal electo – mecânica.

 


1936

Lançamento do 302 que também têm a forma de foguete Sochaux.

Lançamento das motocicletas de 500, 350 e 175 cc, junto com a “lambreta” de 100 cc.

 


1938

Os 402 ficaram em primeiro na corrida Le Mans 24.

A produção anual alcança as 50.000 unidades (um quarto da produção nacional).

Os 202 estavam agora postos no mercado, com um cartaz mostrando o carro de todos os ângulos possíveis. o slogan estava escrito ao longo da silhueta da França: "Você votou por ele, e nós construímo-lo para si: o modelo 202 é o novo carro para pessoas francesas!" Uma mulher apresentou as vantagens do carro, quão fácil era o seu uso... e o homem comprou-o.

 


1939

Como Sochaux está muito perto do limite, a produção é transferida para Bordeaux-Mérignac, como parte dos planos de mobilização da guerra.

 


1940

Durante a Segunda Guerra Mundial, as fábricas Peugeot foram todas ocupadas ou sabotadas pelos alemães. Este período, até o final de 1945, alterou os costumes e a vida de todos os cidadãos. Todas as indústrias, inclusive francesas, que trabalhavam na fabricação de automóveis produziram armamentos e, depois da guerra, estavam com produtos antiquados. A Peugeot chegou a fabricar o Kubelwagen, um jipe com motor VW “a ar”.

 


1941

Em 1941, é apresentado o VLV, um carro eléctrico, a fim de enfrentar as restrições de combustível impostas pelas forças de ocupação. É fabricado perto de Paris.

 


1943

Durante a noite de 15 a 16 julho, as fábricas foram bombardeadas por aviões RAF Lancaster. Morreram 125 pessoas de Sochaux e 250 ficam feridas. As equipas de sabotagem são postas em seu lugar. Um número de directores da Resistência, gerentes e trabalhadores são deportados para a Alemanha.

 


1944

Liberação das fábricas e da cidade de Sochaux, pelo Exército Principal sob o General de Lattre de Tassigny.

 


1945

As oficinas foram destruídas, a fábrica foi saqueada e Sochaux tinha agora apenas 9.400 trabalhadores. O restauro das operações industriais apresentou dificuldades.

 


1946

A produção recomeçou com o 202, o modelo básico na gama Peugeot. Foram produzidas 14.000 unidades, em Sochaux, neste ano.

 


1947

Fundação da Sedis, uma companhia especializada na fabricação de sistemas de transmissão.

 


1948

 

O leão representado num casaco de armas para a região da Franche-Comté foi usado para representar a etiqueta.
A meio da sua reconstrução, a Peugeot surge com o 203.
Na Exposição Automóvel de Paris, em Outubro, a Peugeot desvenda este carro, o seu primeiro carro pós-guerra, totalmente novo e adopta uma política de modelo único.

 

O 203 tem uma característica rara para um carro uniformizado de produção: 4 cilindros com cabeças de cilindro Alpax himisféricas e cabeças de válvula V-inclinadas com velas de ignição ajustadas numa caixa central.

 


1952

As duas companhias Peugeot fundiram novamente, sob o nome: "Peugeot e Companhia."

 


1953

O Peugeot 203, competindo numa das provas Redex nos anos 50, na Austrália.

 


1955

 

Em 20 de Abril, Peugeot desvenda o 403.
Pela primeira vez Peugeot chama os serviços do italiano Pininfarina, para desenhar um de seus modelos. Isto é o começo de uma colaboração produtiva e lucrativa que ainda hoje é suportada.
O 403 é o primeiro Peugeot a ter um pára-brisas convexo e o primeiro modelo a alcançar a marca milhão. Pela primeira vez, a produção anual da Peugeot excede as 100.000 unidades, alcançando um número de 112.223 (veículos).
Nas bicicletas, a Peugeot tem 3.500 trabalhadores e produz 220.000 na fábrica de Beaulieu.

 

 


1956

Aparece o primeiro computador em Sochaux - um IBM-650 intencionado para dominar o stock.
Crise na indústria de bicicletas. Reviravolta – nesta indústria a Peugeot desce cerca de 50%.

 


1958

Enquanto as colónias reivindicavam a independência, a Peugeot surgiu com um cartaz para promover os seus ciclomotores na África, que mostrava um jovem casal: "Peugeot ao serviço da África!" (A Peugeot ainda está muito presente no mercado Africano).

 

Para tentar conter a crise na indústria das bicicletas, a Peugeot Cycles volta à produção de componentes para carro e torna-se um fabricante de equipamentos.

 

 


1959

A Peugeot lança o seu primeiro carro uniformizado de produção a diesel, o 403, com um motor Indénor.
Os carros Peugeot alcançam um marco importante, com dois milhões de carros construidos. O 403 é o primeiro carro no mundo a ser produzido em massa, com um ventilador automático, controlado pela temperatura do motor. Este ano vemos os últimos leões em relevo no capot dos 203 e 403, foi considerado perigoso para os ciclistas e peões.
Peugeot constrói o seu primeiro circuito de prova em Belchamp (um local com 400 hectares da floresta), perto de Sochaux.

 


1960

Apresentação do 404.
De linhas simples e equilibradas, chegava ao mercado francês em Abril deste ano, este carro desenhado pelo italiano Pininfarina .
É um marco na histórica da Peugeot.
Período decisivo e importante quanto ao estilo, imagem e futuro da Peugeot.
São produzidos 2,3 milhões, entre 1960 e 1972.

Estilísticamente, o design do 404, tinha uma mistura de modernismo clássico e bom gosto - representa uma total remodelação da imagem da Peugeot. Este automóvel tinha quatro portas, três volumes, cinco lugares e a sua traseira exibia um discreto “rabo-de-peixe”, como mandava a moda nesta época. A frente tinha uma bonita grelha rectangular, com o escudo do leão ao centro e faróis redondos.


Media 4,45 metros e pesava 1.080 kg. Era bonito mas também muito robusto, tradição da marca. O motor de quatro cilindros e 1.618 cm3, desenvolvia 65 cv a 5.500 rpm, alimentado por um carburador Solex em posição invertida. Levava a 145 km/h, razoável para a categoria nesta época. Tinha caixa com quatro velocidades e tracção traseira.

 


1961

Em Março, a Peugeot traz à luz o primeiro motor francês de injecção directa na Exposição Automóvel de Genebra e oferece-o como padrão, seis meses mais tarde, nos 404.
Esta versão equipada com injecção mecânica Kugelfischer, passou para 80 cv e a velocidade máxima para 160 km/h, o que o tornava bem mais atraente.
Ganhou também mais luxo na versão SL, com a opção de tecto de abrir e bancos em couro. Os da frente podiam se inclinar e, com os encostos quase na horizontal, ficavam juntos com os assentos traseiros para servir de cama.
Naqueles tempos era comum e seguro, dormir na beira das estradas ou nos estacionamentos de estabelecimentos, quando a viagem era muito longa.

A produção anual da Peugeot alcança os 260.000 veículos.

Ainda neste ano e para aumento da família, chegava um bonito conversível.



Era 4 cm maior que o anterior, embora os passageiros de trás não pudessem estar muito confortáveis. O motor era o mesmo da versão básica, só que, um pouco mais potente, 72 cv, o que lhe permitia chegar aos 148 km/h. Por fora, novas calotas com raios para destacar o estilo mais desportivo; por dentro, o painel rico de instrumentos da marca Jaeger e bancos em couro.

 


1962

Surge o cupé, inspirado no conversível, de linhas elegantes, também oriundas do lápis do famoso Pininfarina.

Em outubro, para fechar o leque de opções desta série, era lançada a perua de cinco portas, 19 cm maior que o sedã (básico). Não era bonita, mas sim extremamente prática e com possibilidade de levar até sete pessoas. Fez sucesso, inclusive na versão Super Taxi. Uma opção de motor que foi muito requisitada, a diesel, com 1.816 cm3 e 55 cv.


Perua

1963

Negociações com a Citroen, resultam numa forma limitada de associação. Entretanto, sem suceder a mais algum tipo de aproximação, iniciam-se negociações com a Renault (Régie Nationale des Usines Renault).
O 404 foi lançado num grande desafio: enfrentar as marcas alemãs nos ralis africanos.
Estes estavam ganhando as severas provas do continente e aos poucos o mercado.
Nas mãos de Nick Nowicki e Paddy Cliff, o 404 chegava ao lugar mais alto do pódio no Safari Africano de Leste, no Quénia. No ano seguinte repetia a proeza nas 100 Milhas de Tanganica e no Rali de Uganda.
A fama da Peugeot em competições, nas terras africanas, estava apenas começando e duraria por anos, graças ao 404.

1965

Em abril, a Peugeot introduz o 204.
Este carro tinha um motor de liga leve e travão de discos nas rodas dianteiras.

A velha Sociedade de Automóveis Peugeot torna-se um grupo, operando sob o nome de Peugeot, S.A., controlando todas as companhias do mesmo.
Os fundos industriais e comerciais desta Sociedade e a Indénor (que constrói motores a diesel em Lille) juntos formaram a Société des automobiles Peugeot, que é responsável pela administração de produção e vendas dos automóveis construídos nas fábricas em Sochaux-Montbéliard, Bart, Mulhouse, Dijon, Lille, Santo-ÉTIENNE, Vesoul e La Garenne.

Em 14 junho, um 404 cupé – diesel, atinge 40 recordes mundiais no recinto de Montlhéry.

O piloto Ernesto Santamarina venceu o Rali da Argentina, num percurso de 4.237 km, boa parte feito nas alturas da Cordilheira dos Andes.

Lançamento da caixa de velocidades automática ZF, nos 404.

1966

Em abril, a Peugeot assina um acordo técnico de cooperação com a Renault, para desenvolver projectos em conjunto. Uma subsidiária intitulada “Française de mécanique” é escolhida para construir motores para os dois parceiros. Uma fábrica irá ser construída em Douvrin, perto de Lille, com a produção de motores a iniciar-se em 1972, depois do carmaker sueco. A Volvo une-se aos dois fabricantes franceses.

Nesta data e no ano seguinte, Bert Shankland, que já havia ganho em Tanganica, em 1964, tornava a facturar o terrível rali do Quénia.

1967

Na Exposição Automóvel de Paris, a Peugeot apresenta o pequeno motor a diesel ao mundo, um modelo de 1200 cc, ajustado ao 204.

1968

Neste ano, o 404 cupé e conversível deixaram de ser fabricados.
Eram lançados os picapes de cabine simples e dupla, esta última só para o mercado externo, principalmente africano. Foram muito utilizados, durante anos, nas minas de ferro subterrâneas em Lapónia, na Suécia. Quanto ao modelo perua, serve até hoje à polícia do Nepal e do Mali.

Em outubro, no Salão de Paris, o sedã 504 era apresentado ao público. Veio substituir os picapes, muito mais moderno em todos os aspectos. Um quatro-portas, de tamanho médio que tinha a missão de superar o prestígio do seu antecessor que era um sucesso de público. Tradição na marca, foi desenhado também ele, pelo famoso italiano Pininfarina.

Tinha linhas modernas e, na grelha, o emblema do leão.
Os faróis eram poligonais, fazendo lembrar “olhos arregalados”. Este estilo de farol tornou-se padrão da marca e, até hoje, os modelos são identificados por eles e pelo escudo do felino.
Tinha 4,49 metros de comprimento e pesava 1.180 kg.
Na versão L, o motor a gasolina tinha 1,9 litro, 98 cv, carburador de duplo corpo e tracção traseira - velocidade máxima de 168 km/h. A alavanca com quatro marchas ficava na coluna de direcção.

Também estava disponível um diesel, de 2,2 litros e 65 cv, bom compromisso entre conforto e economia. A sua velocidade máxima era de 136 km/h, quase idêntica à de seus concorrentes - o Mercedes 220 D e o Opel Rekord D.
Ainda hoje, a Peugeot é uma das maiores produtoras de motores diesel no mundo.

A versão GL, ainda mais aperfeiçoada, tinha tecto de abrir, estofos em couro, rádio/cassete e ar condicionado.

O topo de gama do 504 era o TI, oferecido com injecção Kugelfisher. Mais potente, com 110 cv, chegava a 173 km/h. Além dos itens de conforto do GL, trazia vidros dianteiros eléctricos. Em todas as versões o carro acomodava cinco passageiros de boa estatura com certo conforto.

Um detalhe diferente, era o accionamento da buzina na alavanca das luzes de direcção – característica de carros franceses pouco apreciada no resto do mundo.
Outro, como tradição, o contacto de ignição à esquerda do volante, a exemplo do Lada e do Porsche 911.

O 504 era suave mas, contudo, firme nas curvas. Comportava-se bem em todos os tipos de estrada.
Triunfaram em vários ralis, bem como nos números de vendas do ano.


Texto Editado e Revisto por Gwen

 

 

 

 

 

 

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